Parlamento chumba Eutanásia

Os quatro projetos a favor da Eutanásia foram chumbados no passado dia 29 de Maio, no Parlamento.

Em antecipação a este debate, tive a honra de participar num artigo da revista Visão, em conjunto com os demais Deputados que partilham a condição de serem médicos, nomeadamente a Srª Depª Isaura Pedro, o Sr Depº José António Silva e a Sraª Depª Isabel Galriça Neto.

Todos partilhamos a mesma opinião: não estamos de acordo com os quatro projetos (PAN, BE, PS e PEV) para descriminalizar a morte assistida – quer a eutanásia, quer o suicídio assistido, bem como as iniciativas envolvidas.

Como tive o prazer de dizer durante a entrevista, “na versão inicial, o Juramento de Hipócrates tinha uma frase que dizia que o médico não provocaria a morte do seu doente, mesmo que instado a tal e que essas palavras não tinham nada de religioso ou ideológico. Era uma razão muito pragmática porque o sofrimento era tal que, à época, a tentação seria matar aquela pessoa para lhe aliviar o sofrimento. Os médicos devem querer é que as pessoas possam viver com dignidade até ao final da sua vida”.

Posto isto, continuo a lamentar que se fale tanto da dignidade da morte e que se esqueça aquilo que designa por medidas para a dignidade da vida, com o acento tónico nos cuidados domiciliários, na definição de um estatuto do cuidado informal, nos apoios sociais públicos e ainda dos cuidados paliativos.

Faço votos para que este debate não termine aqui e que o Estado (finalmente) assuma o alívio do sofrimento e a promoção do bem estar e da saúde como prioridades absolutas da sua ação.

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