“Apanha-se sida por um talher? 27% dos jovens acham que sim”

“Apanha-se sida por um talher? 27% dos jovens acham que sim”

Público | Se dúvidas houvesse… O país tem que parar de fingir que tudo está a fazer para sensibilizar a população e prevenir a infeção por VIH.

27% dos jovens acreditam que o VIH pode ser transmitida se comer ou beber de pratos, talheres e copos que já tenham sido usados por uma pessoa infectada e 12% acreditam que podem contrair a doença se alguém com VIH tossir ou espirrar perto deles.

Estes são os resultados assustadores do estudo Vida Sem Sida, realizado através de uma parceria da Universidade de Lisboa e do projecto Aventura Social, que mostra também que menos de 40% dos jovens usam sempre preservativo.

É urgente uma abordagem realista e que perdure ao longo do tempo. Acabar com a SIDA é possível mas precisamos de liderança política!

 

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Mais de 5 mil tratamentos autorizados para a hepatite C estão por iniciar

Mais de 5 mil tratamentos autorizados para a hepatite C estão por iniciar

Público | “Desde Fevereiro de 2015 até ao final de Outubro deste ano, o Ministério da Saúde autorizou 18.045 tratamentos para a doença. Mas até 8 de Novembro só 12.380 tinham sido iniciados. Directora do Programa para as Hepatites Víricas nega atrasos e justifica diferença com a entrada constante de novos doentes e questões de agendamento médico.”

Fui entrevistado pelo jornal Público, no âmbito da temática da Hepatite C e do lançamento da plataforma online Let’s End HepC, desenvolvida pela Universidade Católica Portuguesa, que envolve Portugal, Bulgária, Inglaterra, Alemanha, Roménia e Espanha, da qual sou coordenador.

Esta ferramenta permite avaliar qual o impacto das políticas actuais na concretização do objectivo da Organização Mundial de Saúde de eliminar a hepatite C até 2030. A plataforma reúne 24 eleitas por um conjunto de peritos que permite chegar a esta meta, tendo-se já chegado à conclusão de que com as políticas atualmente implementadas no nosso país não vamos conseguir atingir a meta da eliminação desta doença.

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“É um documento inócuo, com generalidades e que empurra para o futuro decisões que deviam ser tomadas já hoje”

“É um documento inócuo, com generalidades e que empurra para o futuro decisões que deviam ser tomadas já hoje”

Público | 28 de Julho, Dia Mundial das Hepatites, é marcado pela apresentação do relatório do Programa Nacional para as Hepatites Virais, trata-se do primeiro plano estratégico nacional e nele a DGS declara que “quer aumentar ao ritmo de 33% por ano, até 2020, o número de testes e rastreios para a detecção de hepatites B e C e diminuir em 10%, neste horizonte temporal, a mortalidade associada à infecção crónica por estes vírus”.

Neste relatório é apresentado um ponto de situação do que se vive neste campo em Portugal e definem-se metas para o futuro. Contudo, segundo os próprios responsáveis da DGS o plano conta com várias lacunas, uma vez que, a informação disponível atualmente é ainda “escassa e fragmentada”, segundo Isabel Aldir, diretora do Programa Nacional para as Hepatites Virais este “é o plano possível com a informação que existe no momento, este programa está a nascer”.

Considero que este plano vem adiar decisões importantes e urgentes tratando-se de “um documento inócuo, com generalidades e que empurra para o futuro decisões que deviam ser tomadas já hoje”. Além disso, este plano não contemple uma área fundamental: a prevenção pois, “gastamos milhões de euros no tratamento, mas não estamos a fechar a torneira a novas infecções”.

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Quem quer saber dos doentes?

Jornal Público | “O mundo ocidental deixou de cuidar dos seus mais velhos, relevante fonte de sabedoria e experiência que pura e simplesmente descartamos. Deixamos de falar com os doentes, de auscultar quais as suas expectativas, esperanças, desejos e vontades. Iludiram-se decisores políticos e administradores hospitalares durante décadas ao terem acreditado que sistemas de saúde poderiam melhorar pela simples aplicação de ferramentas de gestão sobre processos, sem envolver os doentes. Erraram e falharam redondamente. É por isso que os custos na saúde se descontrolaram ao mesmo tempo que a carga da doença na sociedade cresce exponencialmente.”

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