“É um documento inócuo, com generalidades e que empurra para o futuro decisões que deviam ser tomadas já hoje”

“É um documento inócuo, com generalidades e que empurra para o futuro decisões que deviam ser tomadas já hoje”

Público | 28 de Julho, Dia Mundial das Hepatites, é marcado pela apresentação do relatório do Programa Nacional para as Hepatites Virais, trata-se do primeiro plano estratégico nacional e nele a DGS declara que “quer aumentar ao ritmo de 33% por ano, até 2020, o número de testes e rastreios para a detecção de hepatites B e C e diminuir em 10%, neste horizonte temporal, a mortalidade associada à infecção crónica por estes vírus”.

Neste relatório é apresentado um ponto de situação do que se vive neste campo em Portugal e definem-se metas para o futuro. Contudo, segundo os próprios responsáveis da DGS o plano conta com várias lacunas, uma vez que, a informação disponível atualmente é ainda “escassa e fragmentada”, segundo Isabel Aldir, diretora do Programa Nacional para as Hepatites Virais este “é o plano possível com a informação que existe no momento, este programa está a nascer”.

Considero que este plano vem adiar decisões importantes e urgentes tratando-se de “um documento inócuo, com generalidades e que empurra para o futuro decisões que deviam ser tomadas já hoje”. Além disso, este plano não contemple uma área fundamental: a prevenção pois, “gastamos milhões de euros no tratamento, mas não estamos a fechar a torneira a novas infecções”.

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